quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cheia de ideias!

Amanhã comemoro um mês de postagens no #BlogIdeias com o meu quinto post na coluna Check-in.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Gêmeos?**

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!! Não posso ficar tanto tempo sem escrever ou falar alguma bobagem!! Senão a cabeça pede socorro, como está fazendo agora. Vou trabalhar em um post mais elaborado e também vou estudar seriamente uma possível mudança de hospedagem para o Wordpress. Ouvi dizer que é bacana de gerenciar. Vamos ver!
Mas, por enquanto, só para atualizar - a "página na internet", em questão - (e na tentativa de entreter) vale a pena avaliar a semelhança das duas personalidades abaixo! No canto esquerdo, o cantor norte-americano John Mayer e, por sua vez, no canto direito, o ator brasileiro Carmo Della Vecchia, atualmente em cena na novela das 6 da Rede Globo, "Cama de Gato". Me impressionei com a semelhança quando assisti pela primeira vez o clipe da música "Your body is a Wonderland".


** O título do post foi inspirado da coluna "Gêmeos", publicada todo domingo no caderno Esportes do jornal Estado de Minas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Aflição profissional

Quase que eu fui dormir sem essa hoje! Por volta das 23:20, já decidida a ir dormir nesta terça-feira de Carnaval... eis que brilha a seguinte "twittada" do estudioso @Rosental "I've seen reporters crying for the future of newspapers,but this is the 1st group that sings it in a choir http://bit.ly/cAAX4j "

E é um vídeo muito legal! É bom saber que existem mais jornalistas aflitos neste mundo!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tirania venezuelana: dias contados?


Hoje li um texto muito bom no blog da Míriam Leitã0 e decidi publicar, além de alguns trechos, o link para acesso do conteúdo na íntegra. Em seu site Míriam fala sobre a atual crise na Venezuela, desencadeada pelo fechamento de 6 canais de televisão, e faz um apanhado histórico de momentos críticos da trajetória do governante.

"É cedo para dizer que o presidente Hugo Chavez está com risco de perder o poder. Ele sempre sobreviveu até hoje aos momentos difíceis. Não porque ele seja um presidente popular, apoiado pelas massas, e vencedor de eleições democráticas como sustenta o governo brasileiro, mas porque ele fez um excelente trabalho em tirar a força das instituições venezuelanas. Ele manipulou e mudou tanto as leis e as normas democráticas que agora fica dificil institucionalmente reagir a ele". (...)

"Seu novo atentado às empresas de comunicação é parte de um longo processo em que foi encurralando, fechando, ameaçando os órgãos de imprensa no país. (...) As TVs abertas privadas tiveram enormes perdas econômicas com a obrigatoriedade das transmissões de seus pronunciamentos, porque eles duram horas, acontecem em horários nobres, tomam toda a manhã de domingo. Ele é um falador compulsivo". (...)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Haiti

Hoje completam 11 dias que o Haiti foi devastado por uma das maiores catástrofes naturais da história mundial. E, agora há pouco, aconteceu outro tremor, de magnitude menor, 4,7 graus (escala Richter), próximo à capital Porto Príncipe. De acordo com a Folha Online e a agência de notícias Reuters, ainda não se sabe se existem outros feridos em decorrência desse novo abalo.
Há dias pretendo dedicar um post especial à situação do Haiti. Pensei como acrescentar alguma informação, mesmo que singelamente, a tanta qualidade nas coberturas jornalísticas que tenho visto nos veículos de comunicação, tanto na tv, quanto nos jornais impressos e na internet. Os meios tem mostrado como é possível ajudar, como é inevitável se emocionar e como a região precisa de todas as atenções que tem se voltado para o país.

Participei de uma entrevista digital, através do portal do jornal espanhol ElPaís, e consegui um relato exclusivo do jornalista Iban Campo, que no momento do terremoto do último dia 12 de janeiro estava preparando uma apresentação no local em que trabalha, a República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o jornalista, foi uma situação muito anormal e ele sentiu como se a pressão do seu corpo tivesse caído e houvesse um peso sobre si. Confira o relato completo de Iban Campo e suas impressões a respeito da situação no Haiti.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Saga parisiense: capítulo 1

Manhã de terça-feira, 22 de setembro de 2009. Apresso o passo à procura de um banheiro, quando determinada cena me chama a atenção. Uma senhora de aproximadamente sessenta e poucos anos gesticula indignadamente com o segurança da galeria em que nos encontrávamos. Mesmo sem entender uma só palavra pronunciada pela mulher e retrucada pelo jovem homem, percebi que ela precisava de algo que não encontraria ali, naquele lugar. Sem sucesso com a investida, ela se volta para mim, ainda indignada e, no idioma local, o francês, parece dividir comigo a reclamação. Na tentativa de demonstrar educação, encoberta previamente pela atitude de “bisbilhoteira”, enrolei um pouco do que tinha aprendido para a viagem e lhe disse que, infelizmente, eu não falava francês. Imediatamente a senhora franziu as sobrancelhas e, num olhar desconfiado, retrucou “à francesa”: “De que país você é?” – Consegui compreender a pergunta, pois aquelas palavras também faziam parte do aprendizado “de emergência” para a viagem e prontamente respondi, orgulhosa pelo entendimento e também pela resposta, ora (!): “Brasil!, digo, ‘Brésil’! ‘Brésil’!”. Foi então que, antes que eu pudesse me esforçar para estabelecer um diálogo com aquela nervosa, porém simpática, senhora, ela colocou um ponto final nessa empreitada: “Ora, então porque não falamos português?”

Arco do Triunfo, avenida Champs-Élysées.

E seguindo a onda cultural que invadiu o blog, decidi começar hoje mesmo um plano antigo. Registrar por aqui alguns pontos interessantes de uma experiência marcante: a capital francesa, Paris.Bom, resolvi começar o relato com essa história porque retrata um dos fatos que mais me surpreendeu nesta viagem: a quantidade de brasileiros visitando a França em uma época que não corresponde à alta temporada. E foram muitos, em muitos lugares. Para mim que não estava propriamente ligada a uma excursão, foi uma grata surpresa. Virou notícia!

*Nota: A conversa com a senhora brasileira, moradora do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, se estendeu por mais alguns minutos. Ela realmente estava reclamando com o segurança e, vejam só, pela falta de banheiros naquela galeria, localizada na avenida Champs-Élysées.

Passeio cultural nas terras mineiras: Inhotim

Para quem gosta de natureza e arte contemporânea, o museu Inhotim, na cidade de Brumadinho, 63 km de Belo Horizonte, é um prato cheio. O acervo do local é composto por mais de 100 artistas e cerca de 500 obras, enquanto a coleção botânica apresenta também diversidade impressionante. Tal conjunto compõe cenários imprevisíveis e inusitados, os quais não deixam, é claro, de serem admiráveis.


Confesso que não sou uma profunda conhecedora do quesito arte contemporânea, mas a estrutura do local e a surpresa que algumas atrações proporcionam, causa encanto.
Mais do passeio na Galeria de Fotos do Dzaí!

E é bom lembrar que a chegada ao local pode ser um pouco conturbada. Faltam placas e indicações precisas ao longo da estrada e nos arredores de Brumadinho, o que requer muita atenção do motorista para não se perder. Saiba aqui como chegar e outras informações sobre Inhotim.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Na estrada

Durante o período que compreende o dia 25 de dezembro de 2009 até o dia 03 de janeiro, estive fora de Belo Horizonte. O trajeto escolhido para a viagem de recesso de final de ano foi de BH a Porto Seguro, litoral sul da Bahia. Exatos 944 km, contatos no carro, feitos na ida e divididos em dois dias. Parada estratégica já em território baiano, Teixeira de Freitas, e chegada, ao nosso destino, tranqüila (e quente!) na manhã do dia 26.
Bom, mas o meu relato de hoje não se trata da sossegada ida, mas sim da conturbada volta. Inspirada pela literatura da viagem e pela discreta memória jornalística, resolvi fazer algumas notas a respeito da condição das rotas que levam os mineiros de volta pra casa através das rodovias federais e estaduais que cortam o território brasileiro sentido Bahia – Minas. Outro aspecto que incentivou tal empreitada foi o fato de Porto Seguro, via terrestre, já ter sido roteiro de outras viagens familiares, o que marca lembranças de alguns detalhes belos e interessantes, diante também de tristes contrastes.
Então vamos ao que interessa: a viagem. Como o horário de verão não vigora nas regiões Norte e Nordeste da Brasil, ganhamos uma hora na saída de Porto Seguro. 10 horas na Bahia: 9 horas em BH. A primeira parte do caminho de volta começa na BR 367, a qual leva o motorista até a cidade de Eunápolis.

BR 101: plantação de eucaliptos às margens da estrada é paisagem constante no trajeto

A pavimentação da via está em boas condições tanto para quem vai sentido norte ou em direção ao sul do país. No entanto, o que mais chama atenção é a grande imprudência dos motoristas. Inúmeras ultrapassagens em locais proibidos: faixas contínuas, desvio pela direita e, principalmente, ausência de sinalização, por meio de setas ou pisca-alerta. Aliado à alta velocidade, a falta de consciência dos motoristas representa uma combinação perigosa.
E outro tipo de perigo triste é recorrente na BR 101, conhecida também como “translitorânea”, pois interliga o litoral brasileiro de norte a sul. No trecho entre a cidade de Teixeira de Freitas e Itamaraju, no interior do estado baiano, existem pequenas moradias feitas de “pau-a-pique” – vou conferir se, com as novas regras da ortografia, o hífen dessa palavra cai ou não! – próximas à beira da rodovia que abrigam famílias cujas crianças ficam perto da passagem dos carros, embaixo de uma espécie de cabana feita com folhas de palmeiras, pedindo ajuda para quem transita nos veículos. Algumas dessas casas sustentam placas com dizeres referentes à necessidade de alimentos, emprego e dinheiro. E isso já foi pauta de uma ótima reportagem veiculada no Jornal Nacional. Contudo, desde 2007, última ida a Porto Seguro antes da deste ano, pude observar que a quantidade de carentes diminuiu bastante. Contei duas crianças desta vez! Claro que não digo isso com alegria, ainda há muito a ser feito pelos governantes e por nós mesmos, mas diante da impressão anterior vejo progressos. Na outra viagem aquele pedaço que parecia esquecido de todo o mundo e a atmosfera era de muitas famílias necessitadas.


Bom, continuando o trajeto, felizmente a situação descrita não foi novamente vivenciada. Então voltemos à imprudência dos motoristas. Depois da divisa de estados, seguimos pela BR 418 rumo ao município de Nanuque, região Norte de Minas Gerais. A previsão de chagada à Governador Valadares, local escolhido para a pernoite, era por volta de 8 horas da noite. No entanto, já na BR 116, uma surpresa desagradável: congestionamento de mais de 7 km, causado por um entre um jipe e um ônibus de viagem, exemplifica a dimensão do imprevisto.

Restou aos motoristas descerem dos veículos e especular a causa do congestionamento

O sol não se juntou aos motoristas para esperar a liberação do trânsito, a chegada em Governador Valadares foi adiada para as 10 horas da noite.

Mas a espera na estrada foi compensada por um ótimo hotel e restaurante na cidade banhada pelas águas do Rio Doce. E olha que não ganhei nada pela propaganda! O lugar é bom mesmo!

No dia seguinte, 3 de janeiro de 2010, continuamos a volta pra casa por volta das 11 horas da manhã. Não era a melhor hora de sair e evitar futuros congestionamentos – resultado de outras chegadas do feriado prolongado – estávamos cientes disso. A rota a seguir após Valadares é a BR 381, perigosa e conhecida pelo grande número de curvas. Até Ipatinga, além da paisagem verde e montanhosa capaz de descansar os olhos, vale registrar também, mais uma vez, a imprudência de alguns apressadinhos.

Uma foto mal feita do rio doce: intenção de registrar um dos maiores rios de integração nacional do país.
Depois de Ipatinga e da nova saída da cidade, que não demanda mais que os motoristas precisem passar dentro das cidades de Coronel Fabriciano e Timóteo, a próxima parada é João Monlevade. Mas antes de chegar, uma parada da ida se repetiu na volta: confere só a placa que acompanha o balde e a vassourinha de limpar os vidros do carro! Infelizmente não encontrei o nome do posto em minhas anotações! Fica pra próxima!

Os dizeres na placa são claros: faça você mesmo
Depois dessa parada para ganhar fôlego, a viagem que estaria quase chegando ao final ganhou mais algumas horinhas, como previsto. Acidentes na estrada, alta velocidade, muitas pessoas na volta do feriadão. Mas o mais impressionante foi a quantidade de carros estragados no trecho que antecede a chegada ao município de Caeté. Grande parte dos mesmos foi responsável pela lentidão do trajeto.

Chegada a Belo Horizonte: prevista para 16 horas e efetivada às 19 horas. Claro que não se assemelha ao gasto dos paulistanos que enfrentaram mais de 10 horas para fazer uma viagem que demora pouco mais que 1 hora da capital até o litoral, mas já se configura como um sinal dos tempos.

*Fontes:
1) Mapa rodoviário de Minas Gerais