Há duas semanas, os pré-candidatos democratas, a senadora Hillary Clinton e o senador Barack Obama, trocavam insultos a cada debate. Seja ao vivo, seja em entrevistas individuais, o barraco era armado e o circo pegava fogo. Ignorando a euforia carnavalesca, os dois resolveram deixar de nadar contra a maré das pesquisas, que só registravam queda na popularidade de ambos, e travaram uma trégua diante de milhões de espectadores, no último dia primeiro, em Hollywood. Ofensas de menos e elogios de sobra, os dois aspirantes ao cargo de presidente dos EUA não entraram em conflito nem ao discutir pontos polmicos, como saúde, imigração e a guerra do Iraque. É visível que, em um futuro não tão distante, cheguem a considerar uma chapa única, sendo um presidente e o outro vice.
Enquanto isso, reviravolta no território republicano. O empresário e ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, abandonou a corrida pela indicação do partido às eleições de novembro, após o resultado insatisfatório obtido nas prévias da “Super Terça”. Apesar da campanha milionária, os “calos no sapato” de Romney o impediram de prosseguir com a pré-candidatura. Os tais “calos” se tratam do senador, pelo Arizona, John McCain, que lidera disparado as prévias republicanas, vencendo em estados importantes como Nova York e Califórnia; e do “azarão” da vez, o pastor Mike Huckabee, que, mesmo com pouco dinheiro em caixa, conseguiu vencer as prévias em estados de maioria conservadora, como Alabama, Geórgia, Tennessee, Arkansas e Virgínia Ocidental.
A última de Obama
Talvez não a última, mas uma das mais recentes façanhas do pré canditado democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, foi a veiculação de um vídeo que tem como objetivo espalhar aos quatro ventos o bordão: “Yes, we can” (Sim, nós podemos). O discurso de Barack Obama foi musicado e apresentado nas eleições primárias de New Hampshire, há um mês, e em muito lembra a fala de Martin Luther King.
Aproveitando-se do carisma e do sinônimo de inovação transmitidos por sua imagem, Obama busca angariar os votos de mulheres brancas e de hispânicos – perfil que caracteriza a maioria do eleitorado de Hillary Clinton – e preservar seu favoritismo entre negros e homens jovens.
Jesse Dylan, filho do roqueiro Bob Dylan, dirigiu as gravações do vídeo, que surgiu da idéia de will.i.am (um dos integrantes do Black Eyed Peas), que compôs a música e reforçou o “time” de Obama, composto também pela atriz Scarlett Johansson e pelo pianista Herbie Hancock.

Foto: Routers (retirada do Blog do Noblat)
Confira o vídeo "Yes, we can" no YouTube.
Nenhum comentário:
Postar um comentário