terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fazendo história

A sintonia percebida na orquestra não era a mesma que rege as relações entre estes dois países. No entanto, EUA e Coréia do Norte encenaram hoje uma aproximação histórica. Inimigos "mortais", desde a Guerra da Coréia - a qual, nos anos 50, selou a divisão entre regiões Sul e Norte, atualmente a Coréia do Norte é considerada, pelo governo norte-americano, membro do "Eixo do Mal" - juntamente com Irã e Iraque.
De acordo com o site do Jornal Nacional, "a Orquestra Filarmônica de Nova York fez uma apresentação histórica em Pyongyang, capital da Coréia do Norte. Foi um dos raros contatos entre o país e os EUA".
Para que o contato se tornasse possível, foi preciso que os músicos pedissem autorização para permenecerem em território asiático. A apresentação começou com a execução do hino coreano. Logo depois, tocaram o hino americano, de maneira a reforçar a igualdade nos dois lados.
Fazendo história - parte 2

O Vaticano divulgou hoje que abrirá os arquivos da inquisição para acesso público. Desde 2000 é aberto apenas para historiadores e pessoas rigorosamente autorizadas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Lá vai Fidel

(Foto: Portal G1)

De certa forma, o dia de hoje entrará para a história. Em pronunciamento oficial, o líder cubano Fidel Castro renunciou nesta terça-feira, 19, após 49 anos de poder. Afastado de seu cargo desde julho de 2006, devido a uma doença, Fidel deixa seu legado sob responsabilidade do irmão, Raul. Daqui a cinco dias, o Parlamento cubano define a nova cúpula de governo.
Líder histórico do comunismo, Fidel desconsidera a possibilidade de aceitar novamente o comando de Cuba. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, afirmou que a renúncia de Fidel "deve ser o começo da transição democrática em Cuba". Mesmo diante dessa declação, os EUA ainda não mostraram interesse de suspender o embargo econômico e nem de retomar relações diretas com a ilha.
Matéria especial que mostra a trajetória de Fidel, disponível no G1.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Agradável surpresa

Hoje nada de política, filmes ou crônicas. Não, não faltam notícias. Pelo contrário; poderia escrever sobre o escândalo dos cartões corporativos, sobre a entrevista atrevida de Ciro Gomes à Folha deste domingo, ou, ainda, comentar o último filme que assisti - "Sweeney Todd", baseado em um musical da Broadway. Mas é dia de encerrar o fim de semana com música. Nada melhor que Maria Rita, que em seu mais novo trabalho, "Samba Meu", canta uma melodia doce, capaz de sacudir os quadris ao mesmo tempo em que emociona com canções inéditas.
Como disse Bob Tostes, da rádio Guarani, o que mais chama a atenção no cd de Maria Rita é que não há saudosismo em relação ao "tempo de ouro", ou aos grandes sambistas que fizeram história ... a intenção que se percebe é a de mostrar que a "nova geração" do samba também pode encantar e surpreender.
A escolhida, entre as 14 músicas que compõem "Samba Meu", é "O que é o amor". Ô música linda!

O que é o amor
Maria Rita
Composição: Arlindo Cruz / Maurição / Fred Camacho


Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar

Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor

Mais Maria Rita no YouTube.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Clichês americanos

As eleições norte-americanas para eleger o novo presidente dos Estados Unidos estão marcadas para o dia 4 de novembro. Até lá, a disputa entre os candidatos ainda irá oferecer, ao mundo, muitos capítulos de uma novela que está longe de chegar ao fim. Clichê maior de reportagens, crônicas, comentários, ou de qualquer texto, comparar acontecimentos da vida real com os promovidos pela ficção não é novidade, muito menos agrada a todos. Mas se encaixa perfeitamente ao cenário político americano.

Há duas semanas, os pré-candidatos democratas, a senadora Hillary Clinton e o senador Barack Obama, trocavam insultos a cada debate. Seja ao vivo, seja em entrevistas individuais, o barraco era armado e o circo pegava fogo. Ignorando a euforia carnavalesca, os dois resolveram deixar de nadar contra a maré das pesquisas, que só registravam queda na popularidade de ambos, e travaram uma trégua diante de milhões de espectadores, no último dia primeiro, em Hollywood. Ofensas de menos e elogios de sobra, os dois aspirantes ao cargo de presidente dos EUA não entraram em conflito nem ao discutir pontos polmicos, como saúde, imigração e a guerra do Iraque. É visível que, em um futuro não tão distante, cheguem a considerar uma chapa única, sendo um presidente e o outro vice.

Enquanto isso, reviravolta no território republicano. O empresário e ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, abandonou a corrida pela indicação do partido às eleições de novembro, após o resultado insatisfatório obtido nas prévias da “Super Terça”. Apesar da campanha milionária, os “calos no sapato” de Romney o impediram de prosseguir com a pré-candidatura. Os tais “calos” se tratam do senador, pelo Arizona, John McCain, que lidera disparado as prévias republicanas, vencendo em estados importantes como Nova York e Califórnia; e do “azarão” da vez, o pastor Mike Huckabee, que, mesmo com pouco dinheiro em caixa, conseguiu vencer as prévias em estados de maioria conservadora, como Alabama, Geórgia, Tennessee, Arkansas e Virgínia Ocidental.


A última de Obama


Talvez não a última, mas uma das mais recentes façanhas do pré canditado democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, foi a veiculação de um vídeo que tem como objetivo espalhar aos quatro ventos o bordão: “Yes, we can” (Sim, nós podemos). O discurso de Barack Obama foi musicado e apresentado nas eleições primárias de New Hampshire, há um mês, e em muito lembra a fala de Martin Luther King.

Aproveitando-se do carisma e do sinônimo de inovação transmitidos por sua imagem, Obama busca angariar os votos de mulheres brancas e de hispânicos – perfil que caracteriza a maioria do eleitorado de Hillary Clinton – e preservar seu favoritismo entre negros e homens jovens.

Jesse Dylan, filho do roqueiro Bob Dylan, dirigiu as gravações do vídeo, que surgiu da idéia de will.i.am (um dos integrantes do Black Eyed Peas), que compôs a música e reforçou o “time” de Obama, composto também pela atriz Scarlett Johansson e pelo pianista Herbie Hancock.

Foto: Routers (retirada do Blog do Noblat)

Confira o vídeo "Yes, we can" no YouTube.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

American Gangster


Hoje é a hora e a vez do filme "O Gângster" (American Gangster, 2007, EUA), cuja maior parte da trama se passa no início dos anos 70, em Nova York. Correto com sua carreira e estudos, o detetive da delegacia de narcóticos, Richie Roberts (Russell Crowe), trava uma intensa investigação para prender o grande chefe do tráfico de heroína, Frank Lucas (Denzel Washington), além dos policiais corruptos que eram coniventes com a máfia de entorpecentes.


Acostumado ao mundo escuso das drogas, Frank Lucas trabalhava para um "respeitado" traficante e, diante da repentina morte do mesmo, assume o lugar de seu chefe e começa a colocar em prática o aprendizado que adquiriu durante anos de subserviência. Discreto e ousado, "Superfly" - como Frank foi apelidado devido ao seu estilo exibicionista - busca em Bancoc, na Tailândia, a fonte para seu corajoso negócio: importar altas quantidades de heroína, para revendê-la nos EUA com índice de pureza 100%, algo que rapidamente lhe rendeu o monopólio da venda da droga, além de submeter mafiosos italianos ao seu poder.


O início tenso e confuso da trama, com longas sequências de cenas de cada núcleo - o policial e o dos gângsters, adquire maior fluidez ao mostrar como os dois universos se interligam através do tráfico. Isso se torna evidente na cena que revela o vício do parceiro do detetive Richie, que faz com que o também policial acabe assassinando um revendedor de heroína. O "Mágica Azul", como foi denominado, por Frank Lucas, um pequeno pacote de heroína - "pura" - vendido pela rede do grande tranficante, foi encontrado com esse colega de Richie. A partir daí, o detetive passa a juntar as peças de um complicado quebra-cabeças que poderá levá-lo a desvendar a rede de venda e distribuição de entorpecentes em Nova York.


American Gangster, do diretor Ridley Scott ("O Gladiador" e "Um bom ano"), não concorre ao Oscar 2008 na categoria de melhor filme. No entanto, o longa metragem está na disputa pela estatueta de melhor atriz coadjuvante (Ruby Dee) e de melhor direção de arte.